Nova certificação e formações específicas para a formação de auditores e
a gestão da inteligência artificial ganham espaço nas companhias

Gestão corporativa com inteligência artificial e dados. Foto: Adobe Stock
Cada vez mais presente no dia a dia corporativo, a inteligência artificial (IA) impactou de forma significativa o mundo corporativo, exigindo dos gestores um olhar atento para os benefícios e desafios relacionados com a inovação. Em pesquisa da KPMG, 86% dos trabalhadores afirmaram que as suas empresas usam a tecnologia. Por sua vez, 75% acreditam que a companhia possui uma estratégia de IA.
O crescimento acelerado, porém, trouxe um paradoxo: ao mesmo tempo em que a inovação impulsiona a eficiência, eleva a percepção de vulnerabilidade. Só para ter uma ideia, relatório do World Economic Forum (WEF) de 2026, constatou que 87% dos executivos e especialistas identificam as falhas relacionadas à IA como o risco cibernético de maior expansão na atualidade.
Neste novo cenário, as companhias têm pela frente o desafio de encontrar caminhos para adotar as ferramentas com eficiência e responsabilidade. Por isso, a inteligência artificial gerou uma corrida corporativa para o aprimoramento da governança, garantindo que as soluções adotadas sejam benéficas para o negócio.
Muito mais do que identificar e implementar as ferramentas certas, é necessário comprovar a aplicação estruturada, segura e ética. Primeira norma internacional do mundo voltada especificamente para o estabelecimento de um Sistema de Gestão de Inteligência Artificial (SGIA), a ISO 42001 se transformou no alicerce para as companhias. Em meio a isso, cursos especializados auxiliam tanto no entendimento e na aplicação dos requisitos quanto na formação de auditores.
Certificação, conformidade e gestão de IA
Para a correta governança e, claro, a conquista de resultados reais, a adoção de um sistema de gestão de inteligência artificial exige um trabalho bem estruturado, com a implementação progressiva de processos claros, de acordo com as normas.
Mas como isso é possível? Neste ponto, fica fácil entender a relevância de seguir um padrão internacional chancelado e mundialmente reconhecido. Optar por essa estratégia reduz riscos e custos, assim como facilita construir uma base sólida para decisões, controles e práticas que alinham a tecnologia aos valores organizacionais.
A norma internacional segue uma lógica similar a de outros sistemas de gestão, o que facilita, otimiza e qualifica a governança de IA. Esse diferencial garante mais segurança para os dados e eficácia para os processos.
Em linhas gerais, o modelo adotado pela ISO/IEC 42001 tem como pilares: gestão de riscos e impacto; transparência e explicabilidade; melhoria contínua (PDCA) e conformidade antecipada.
Certificação na prática
É importante lembrar que a certificação não funciona como um “manual de orientações” genérico. Com normas claras, ela funciona como um “norte” para qualquer companhia se beneficiar da inovação com eficiência, ética e resultados reais.
Aqui, a generalização não tem espaço. Muito pelo contrário. Lapidar a governança exige atender as particularidades relacionadas a diferentes perfis de companhias. Por isso, o primeiro passo é identificar de forma clara a posição da empresa no ecossistema tecnológico.
Segundo dados da Fundação Vanzolini, a ISO/IEC 42001 classifica as organizações em três papéis fundamentais. O primeiro é o de produtor. Aqui, o foco da certificação reside no ciclo de vida do desenvolvimento e no rigor dos testes para mitigação de vieses.
Já o segundo papel é o de provedor, onde a conformidade exige transparência na entrega, documentação clara para o usuário final e segurança na integração da plataforma.
O terceiro e último papel do ecossistema tecnológico é o de usuário, formado por organizações que utilizam soluções de inteligência artificial tanto no atendimento ao cliente quanto nos processos internos. Para este grupo, a certificação atua na governança do uso prático, na proteção de dados e na responsabilidade sobre os resultados gerados.
Para cada perfil, a norma define controles específicos para garantir a boa governança e a conformidade com legislações nacionais, como o Marco Legal da IA no Brasil, e internacionais. Essa abordagem permite também estruturar um caminho seguro e apropriado para qualquer empresa, independentemente do porte ou do setor de atuação.
Qualificação e auditoria técnica como diferenciais
Quando o assunto é governança e compliance, o conhecimento aprofundado sobre as normas se torna indispensável para a correta implementação de um trabalho estruturado e eficaz para o uso das inúmeras tecnologias. Nesse contexto, cresce a demanda por profissionais qualificados para interpretar e auditar esses novos processos.
Para aqueles que buscam o aprendizado das habilidades necessárias, formações específicas preparam especialistas para atuar nesse mercado. Na Fundação Vanzolini, por exemplo, isso ocorre em três níveis distintos.
O curso de Interpretação dos Requisitos da ISO/IEC 42001 é a porta de entrada para aprender como transformar as exigências da norma em processos e evidências aplicáveis à realidade organizacional.
Com o selo internacional IQNET Academy, tornaram-se essenciais, as formações de Auditor Interno e Auditor Líder são ideais para aqueles que desejam gerenciar e avaliar programas de auditoria.
Certamente, a confiança será um ativo valioso para transformar o uso da IA em crescimento sustentável. Nesse processo de mudanças e inovação, vale lembrar que uma gestão ética, técnica, inovadora e eficaz representa um “porto seguro” para o sucesso de qualquer negócio. Por isso, a ISO/IEC 42001 é uma ferramenta importante para o desenvolvimento de um ambiente corporativo apropriado. Para mais informações sobre cursos e certificações, acesse o site https://vanzolini.org.br.