Com mais de 232 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais no primeiro semestre,
o Setembro Amarelo coloca em pauta um desafio que vai além das telas do trading.

Saúde mental no trading e os impactos da pressão nas decisões. Imagem: Adobe Stock
Alerta: o texto abaixo trata de temas como suicídio e transtornos mentais. Se você está passando por problemas, veja ao final do conteúdo onde buscar ajuda.
Poucas profissões cobram tanto equilíbrio emocional sob pressão quanto o trading. Em um ambiente em que o preço muda em minutos e cada decisão pesa no resultado, o maior adversário do operador muitas vezes não está no mercado, mas na saúde mental. No Setembro Amarelo, o tema ganha ainda mais relevância para quem vive essa tensão diariamente.
Os números contribuem para dar uma dimensão ao problema. Levantamento do Data Cajuína, projeto que consolida dados públicos do INSS e do Ministério da Previdência Social, aponta que o Brasil registrou mais de 232 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais apenas no primeiro semestre de 2026. Apesar de representar uma queda de 13,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior, o patamar segue elevado.
Em um cenário como esse, iniciativas de prevenção e visibilidade como o Setembro Amarelo deixam de ser pauta sazonal e viram questões estruturais, auxiliando as pessoas a encontrarem os melhores caminhos para proteger a saúde mental no trading.
O desafio de decidir sob pressão
Modalidade em que os ativos são comprados e vendidos no mesmo dia, o day trade tem entre as suas características a exposição constante à volatilidade e a pequena margem para erros. Cada posição aberta coloca o operador diante de um mercado que se move em segundos. É nesse ponto que o emocional decide o resultado.
Não por acaso, o trader está entre os profissionais mais expostos. Além do risco do ativo, ele assume o risco da própria decisão. A literatura sobre comportamento no trading aponta na mesma direção, com a maior parte dos erros de quem opera nascendo de falhas emocionais, não de lacunas técnicas.
Para Luiz Felipe Sampaio Dória, diretor da LVL Trading, mesa proprietária em atividade no Brasil desde 2012, o controle emocional separa quem persiste de quem quebra neste mercado. “A oscilação entre euforia e medo é o que mais derruba o iniciante”.
Dessa forma, o conhecimento é o ponto de partida para aqueles que buscam atuar como trader. “Antes de tudo, está a formação. Leia, entenda de economia e política. Não é ver números, é ter uma visão macro”.
Hoje, o acesso a esse universo nunca foi tão amplo. Plataformas modernas aproximaram novos investidores das operações de curto prazo. A própria B3 trabalha para acelerar esse movimento. Segundo reportagem do Estadão, a meta da bolsa é elevar de 350 mil para 700 mil o número de investidores que operam day trade e swing trade (posições mantidas por mais de um dia).
Com mais gente operando, cresce também a exigência de profissionalização. Cursos reconhecidos, simuladores e um período de prática supervisionada antes de arriscar capital próprio são etapas essenciais dessa jornada.
O ambiente como diferencial
Conhecimento técnico, porém, não basta. O ambiente em que o trader opera faz diferença real. É nesse ponto que entram as mesas proprietárias, estruturas que oferecem suporte operacional para que o profissional mantenha disciplina e resiliência diante da pressão.
Na LVL Trading, a rotina é construída em equipe: gestão de risco compartilhada, troca constante com traders mais experientes e um espaço que reduz decisões impulsivas que causam prejuízos desnecessários.
Na visão de Dória, a mesa proprietária funciona como um suporte profissional. Por isso, a recomendação é buscar empresas sólidas, com regras transparentes e histórico de credibilidade. “O caminho está no conhecimento, na estratégia, na estrutura e na equipe, como ocorre com as mesas proprietárias”, resume.
Em um mercado que cobra caro de quem decide sob pressão, investir em formação e operar em um ambiente estruturado pode ser exatamente a diferença entre persistir e quebrar. Para quem deseja entender na prática como uma mesa proprietária funciona, a LVL Trading reúne informações e conteúdo em seu site: https://www.lvltrading.com.br.
Onde buscar ajuda?
Caso você esteja passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar apoio:
Centro de Valorização da Vida (CVV)
Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail, pelo chat no site ou pelo telefone 188.
Canal Pode Falar
Iniciativa criada pelo Unicef para oferecer escuta para adolescentes e jovens de 13 a 24 anos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.
SUS
Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas ao atendimento de pacientes com transtornos mentais. Na cidade de São Paulo, é possível buscar os endereços das unidades nesta página.
Mapa da Saúde Mental
O site traz mapas com unidades de saúde e iniciativas gratuitas de atendimento psicológico presencial e online. Disponibiliza ainda materiais de orientação sobre transtornos mentais.