Marca combina equipamentos autônomos, plataforma em nuvem e
assistência técnica no país para garantir resultados, e não apenas máquinas

Robô de limpeza autônomo exibido no stand da Redroad na Higiexpo 2026. Foto: Divulgação
A convergência entre o avanço dos algoritmos de inteligência artificial, o barateamento dos sensores e a escassez de mão de obra criou um ambiente favorável para a expansão da robótica de limpeza profissional no Brasil. O potencial desse setor foi um dos destaques da Higiexpo 2026, realizada no final de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Entre as empresas que ocuparam o pavilhão, a Redroad apresentou três robôs autônomos com finalidades e portes distintos, assim como detalhou a operação que trouxe para o país para atender às necessidades reais do mercado e contribuir para o desenvolvimento do setor.
“O cliente não quer apenas um robô ou uma peça de hardware, ele deseja o chão limpo todos os dias, de maneira confiável”, destacou o fundador e CEO da Sparkoz, Denny Cui, durante a Higiexpo.

Denny Cui, fundador da Sparkoz, com robôs de limpeza autônomos. Foto: Divulgação
Com sede nos Estados Unidos e origem chinesa, a Sparkoz escolheu o Brasil como sua sexta sede global e base para toda a América Latina. A operação brasileira adota a marca Redroad para atender de forma personalizada às necessidades e exigências do mercado nacional.
“Optamos por essa estratégia para a marca se tornar mais competitiva e atraente para o mercado local”, explicou Cui. O momento favorável para a expansão da robótica de limpeza profissional no país tem lastro em números. O setor de limpeza profissional movimenta R$ 32 bilhões por ano no país, segundo o Anuário do Mercado de Limpeza Profissional 2024/2025, da Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp).
Vetores que sustentam a expansão
O dimensionamento do mercado, porém, não explica sozinho por que a robótica de limpeza encontrou um “campo fértil” no Brasil e na América Latina. A resposta está na combinação de três vetores que sustentam essa expansão.
O primeiro é a tecnologia. A nova geração de algoritmos de inteligência artificial tornou os equipamentos mais confiáveis em ambientes complexos, com circulação de pessoas e obstáculos que mudam de lugar.
Já o segundo é econômico, com a queda significativa no custo dos sensores. Segundo Cui, o preço recuou 99% na última década e hoje equivale a 1% do valor praticado dez anos atrás. Para finalizar, surge o fator social. Atualmente, as empresas encontram dificuldade para contratar mão de obra disposta a executar tarefas repetitivas em turnos noturnos, principalmente entre os trabalhadores mais jovens.
Estrutura montada no Brasil
É sobre essa base que a Redroad acredita no potencial do país para a expansão da robótica de limpeza profissional, por meio de uma solução operacional, com integração entre equipamento, software, implantação, manutenção e suporte local.
A operação brasileira ocupa um escritório em São Paulo, com cerca de 20 funcionários dedicados ao atendimento ao cliente, aplicação de produto e suporte técnico. Em Jaguariúna, no interior paulista, a empresa mantém uma fábrica voltada à montagem e ao reparo dos equipamentos. A estrutura permite entregar o robô já instalado, com serviço de pós-venda.
O investimento robusto no país tem fundamento. No passado, equipamentos importados esbarravam em um problema recorrente quando necessitavam de manutenção: a espera por peças de reposição e a carência de técnicos habilitados.
É exatamente essa dor do setor que a estrutura brasileira criada pela Redroad soluciona, ao manter peças, engenheiros e capacidade de reparo em território nacional. A empresa promete atendimento em até duas horas, diagnóstico da causa raiz em até 24 horas e envio de técnico ao local ou de um robô de reposição saído da fábrica.
A distribuição será feita majoritariamente por parceiros, que receberão treinamento em São Paulo sobre operação, manutenção e reparo dos equipamentos. O objetivo é cobrir diferentes estados e segmentos verticais.
Cui destaca que a presença física é o principal diferencial da marca. “Encontramos aqui algumas empresas de robôs, mas muitas apenas importam as máquinas, com pouca presença local. Acreditamos que o ingrediente-chave para esse negócio ter sucesso é oferecer logística e serviço no país”, afirmou.
Modelos para empresas de diferentes portes
A estrutura da Redroad no Brasil está ancorada nos equipamentos inovadores desenvolvidos. Na Higiexpo, a marca apresentou três modelos, pensados para empresas de diferentes portes e segmentos.
Com cerca de 42 centímetros de largura e reservatório de 10 litros, o RD10 Pro foi projetado para espaços compactos, como pequenas lojas, academias, escolas, clínicas e corredores entre as prateleiras.
Já o RD55 tem corpo estreito e mais alto, com maior capacidade de água. Ele é indicado para supermercados, mercearias e edifícios de escritórios, com compatibilidade para controle de elevadores.
Voltado a aeroportos, grandes armazéns, centros de logística e instalações industriais, o RD70 Pro alcança eficiência de limpeza de até 2.040 metros quadrados por hora na versão com escova de disco de aproximadamente 50 centímetros. Apesar das características distintas, Cui explica que os equipamentos podem operar em conjunto. Em um supermercado, um robô de grande porte limpa os corredores enquanto um modelo compacto atua junto às bordas e sob as prateleiras.

Modelos de robôs de limpeza da Redroad expostos na Higiexpo 2026. Foto: Divulgação
Segurança em camadas e implantação remota
Apesar da diferença de tamanho e finalidade entre os modelos, a base tecnológica é a mesma. A segurança de todos os equipamentos se apoia em sensores sobrepostos. Os sonares dos robôs identificam superfícies transparentes como vidros e câmeras para captar profundidade, formando uma cobertura em 360 graus.
Cada função possui redundância, permitindo que um mesmo obstáculo seja detectado por mais de um sensor. “Mesmo que um dos sistemas falhe, temos outro complementar para garantir que o robô seja sempre seguro perto das pessoas”, explicou Cui.
A empresa também mudou o processo de implantação. Em vez de enviar o equipamento ao cliente para mapeamento no local, técnicos usam um scanner 3D portátil para gerar um modelo do ambiente.
O mapa e as tarefas são criados antes do embarque, e simulações rodadas em servidores da empresa definem a estratégia de trajeto. Segundo o executivo da Redroad, nenhuma outra empresa do setor realiza esse processo.
A solução inclui aplicativo para celular e plataforma em nuvem que registra e envia relatórios das tarefas executadas, com dados usados em inspeções de qualidade e rastreabilidade do serviço.
Mercado promissor
Na avaliação de Cui, o Brasil reúne condições favoráveis para a expansão da robótica de limpeza profissional, tanto pelo tamanho territorial e populacional quanto pela força do varejo e da indústria. A distância dos centros de suprimento, apontada por ele como desafio, reforça a necessidade de manter a montagem e assistência técnica no país.
Com esse potencial existente no Brasil, o executivo projeta alcançar 10% do mercado em um período de cinco anos. Para isso, ele acredita na importância dos testes de prova de conceito e das máquinas de demonstração para orientar o consumidor sobre a capacidade e os diferenciais das soluções autônomas de limpeza. “O robô não é para substituir o trabalho humano. Ele continua sendo uma ferramenta projetada para o ser humano e que precisa ser usada por ele”, finaliza Cui.
Para outras informações, acesse o site da Redroad e siga o perfil oficial da marca no Instagram.