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Segundo turno no radar: como traders transformam volatilidade em oportunidade?

Por Estadão Blue Studio Express
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20 de outubro de 2026 | 17h31

Período entre os turnos exige preparo redobrado; especialista em mesa proprietária
explica como controlar o risco quando o mercado oscila forte

Gerenciamento de risco no trading em mercados voláteis. Foto: Adobe Stock

Para o trader, o placar da eleição importa menos do que o tamanho da oscilação. Desde o final da apuração do primeiro turno das eleições presidenciais, os movimentos não têm sido pequenos: o Ibovespa cruzou pela primeira vez os 200 mil pontos. Já o dólar recuou mais de 4% em um único pregão, de volta ao patamar de R$ 5,00.

O segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para 25 de outubro, ainda está longe de encerrar o ciclo de instabilidade. Enquanto a votação não chega, pesquisas, declarações e sinais fiscais devem seguir movimentando bolsa, câmbio e juros. É nessa janela que a rotina de quem opera todos os dias é colocada à prova.

“O resultado do primeiro turno trouxe muita volatilidade para o mercado, e isso pediu maior cautela nas operações nos primeiros minutos de pregão”, resume Giovanni Cariello, trader que atua no mercado desde 2010 e opera na mesa proprietária LVL Trading desde 2014.

O que mudou no tabuleiro?

O placar do primeiro turno surpreendeu quem acompanhava as pesquisas: Flávio Bolsonaro somou 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente Lula, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O mercado reagiu com forte reprecificação: os juros futuros caíram e o dólar teve a maior queda diária desde 2018.

Quem opera intradiário, no entanto, enxerga o cenário por outra lente. Mais do que a direção dos preços, o que define o resultado é o dimensionamento de cada movimento. É nesse ponto que Cariello concentra o trabalho.

“O maior risco é justamente cair na tentação da euforia. O trader precisa reagir aos movimentos conforme eles acontecem, e a maior proteção para o capital é encerrar uma posição errada o mais rápido possível”, afirma.

Para o especialista, empolgação e operação não andam juntas. “Mesmo que o mercado se comporte de forma irracional, é preciso se manter focado nos movimentos e reagir a eles com a maior rapidez possível”.

Oportunidade com o risco na régua

Para os especialistas, o período eleitoral abre espaço para oportunidades, desde que cada posição caiba no plano de quem a executa. “Os traders da LVL aproveitam bastante a volatilidade, porque é nesses momentos que aparecem as maiores ineficiências do mercado. Mas é preciso sempre calcular o risco e o tamanho da posição de acordo com o capital disponível, para que um erro não custe a conta”, diz Cariello.

Essa postura não é fruto de improviso. Na LVL Trading, mesa proprietária independente que atua no Brasil desde 2012, a formação dos profissionais se apoia em quatro pilares: mentalidade, rotina, análise de dados e controle de risco. A proposta é tratar o trading como profissão, com método, tempo de tela e acompanhamento contínuo.

Sobre as eleições, a preparação que Cariello recomenda para esta reta final é a mesma que ele defende para qualquer pregão. “Estudar os pontos micro e macro é importante todos os dias, para que o trader esteja preparado para tomar a melhor decisão quando o mercado apresentar os movimentos previamente estudados”.

Nesse cenário, o deslize mais frequente, segundo ele, tem origem no medo de ficar de fora. “Os traders acabam assumindo operações ruins em momentos em que não deveriam operar. A preparação é o que permite operar somente nos pontos e padrões desejados, e não entrar em trades aleatórios ao longo do dia”.

Quando a emoção falha, a regra fala

O receio, aliás, está relacionado com uma questão emocional. Por isso, o gerenciamento de risco também depende de mecanismos que atuam mesmo quando o plano sai dos trilhos.

É nesse ponto que o modelo de mesa proprietária se diferencia. Nele, o trader opera com capital da empresa e divide os lucros, sem comprometer o próprio patrimônio enquanto constrói consistência. E o controle ganha uma camada extra: o limite de perda fixo.

“Os limites de perda da mesa são muito importantes, principalmente quando o trader foge do planejamento, seja por erro operacional ou por alguma condição comportamental. Em um cenário de alta volatilidade, um passo em falso pode comprometer o resultado, e o limite de perda diário protege a conta”, explica.

Passada a eleição, na leitura de Cariello, a instabilidade tende a seguir no radar por um bom tempo. O desafio, então, passa a ser ajustar o tamanho das posições a um mercado em nova escala.

“A alta volatilidade deve permanecer por um bom tempo, e um ajuste no gerenciamento de risco é fundamental. Um ativo custando 10 tem uma volatilidade diferente do mesmo ativo custando 30, e perceber isso a tempo faz toda a diferença para não abrir posições acima da capacidade de risco”, diz.

Para Cariello, momentos como o atual reforçam uma lição que independe do cenário político: consistência nasce de processo, não de palpite. É essa convicção que orienta o trabalho da LVL Trading, que forma traders há mais de uma década com capital próprio, regras transparentes e uma comunidade que acompanha cada etapa da jornada. Para mais informações, acesse o site www.lvltrading.com.br.

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