Agência incorpora inteligência artificial (IA) à operação e defende o protagonismo humano no mercado de comunicação e eventos

Equipe da MCM Brand Experience reunida na nova fase da agência, que une inteligência artificial e protagonismo humano. Foto: Divulgação / MCM Brand Experience
“Human First. AI Always”. Este é o novo posicionamento da MCM Brand Experience, empresa de live marketing com quase 30 anos de história que desenvolveu diferentes agentes de inteligência artificial (IA) para a otimização e qualificação dos processos.
Os resultados positivos desta nova fase da empresa já refletiram durante o Febraban Tech, maior evento de tecnologia e inovação do setor financeiro, realizado em agosto, em São Paulo.
Entre os dias 24 e 26, os cerca de 70 mil visitantes que estiveram no Distrito Anhembi foram surpreendidos pelos diferenciais, o conforto e a beleza do estande da IBM, empresa parceira da MCM há 21 anos.
Em um momento em que a inovação transforma o mercado de comunicação e eventos, engana-se quem imagina que a tecnologia agora assumiu o controle da empresa especializada em live marketing. Colocado em prática com estratégia e planejamento, o novo conceito utiliza a inovação como um instrumento para facilitar e alavancar as habilidades dos profissionais.
A proposta “Human First. AI Always” tem a seguinte premissa: quanto mais a inteligência artificial avança, maior é o valor de capacidades humanas, como: criar vínculos, interpretar contextos, provocar emoções e transformar experiências em memória.
A partir deste ponto de partida, a IA passa a estar presente na MCM em diferentes etapas do trabalho. Entretanto, as decisões e a curadoria permanecem sob responsabilidade humana, assim como a relação com os clientes.
O posicionamento estratégico foi apresentado no mês em que a agência completou 29 anos, em 31 de agosto, marcando assim uma nova etapa. Para colocar em prática o novo modelo de trabalho, a empresa investiu de forma significativa em tecnologia, aprendizado e treinamento. A implementação dos agentes de IA também ocorreu de forma gradual, garantindo os ajustes necessários para o aprimoramento de cada um dos processos.

Mônica Schimenes apresenta a nova fase da MCM Brand Experience. Foto: Divulgação / MCM Brand Experience
Inteligência de mercado
CEO da MCM Brand Experience, Mônica Schimenes explica que a transformação representa uma nova maneira de utilizar o conhecimento acumulado ao longo dos 29 anos da agência. “Desde o início temos essa inquietação de buscar o aprimoramento constante, de ser pioneira nas ações. Afinal, é impossível fazer sempre do mesmo jeito e continuar tendo relevância no mercado por quase três décadas. Inovar é importante para a evolução”, afirma.
Segundo a executiva, a incorporação da tecnologia aconteceu sem abrir mão das relações humanas, da sensibilidade e da capacidade de provocar emoções. Dessa forma, a combinação planejada e estratégica desses “dois mundos” gerou um impacto expressivo no dia a dia da empresa.
Mônica diz que os benefícios do novo posicionamento são facilmente identificados. Entre os inúmeros exemplos, é possível destacar o histórico da agência. Reunido por quase três décadas, os arquivos físicos foram digitalizados, transformados em dados e, consequentemente, passaram a alimentar uma base de conhecimento conectada aos agentes de inteligência artificial.
Com isso, a estrutura permite recuperar informações de projetos anteriores, resultados, ideias e histórico de clientes. Segundo Mônica, a inovação permitiu criar “gabinetes e agentes exclusivos para a MCM”, desenvolvidos a partir de sua própria base de dados para atender às necessidades atuais dos clientes com mais velocidade, sem abrir mão da participação humana.
Resumindo: a inteligência artificial analisa e cruza o grande volume de informações disponíveis, enquanto cabe ao time interpretar os dados e transformá-los em propostas e projetos mais ricos e fundamentados.
Do briefing à operação
Mas, na prática, como a inovação impacta no dia a dia da MCM? A mudança começa no briefing. Segundo Mônica, o processo é conectado a um agente de IA que ajuda a qualificar as informações e organizar dados relevantes para que a equipe possa construir propostas mais aderentes ao que o cliente busca.
A tecnologia também apoia etapas posteriores, como o acompanhamento da montagem, a gestão de fornecedores e o controle financeiro. Por sua vez, aplicativos permitem acompanhar em tempo real o andamento da operação e a utilização da verba de cada projeto.
A utilização dos agentes de IA se estende a diversos outros processos, como: pesquisa, estratégia, criação de conteúdo, cenografia, planejamento e logística, produção em tempo real, mensuração e pós-evento.
Em todas essas frentes, a divisão proposta pela MCM é a mesma: a IA acelera, organiza e amplia a capacidade de processamento. Por sua vez, o profissional decide, interpreta e assume a responsabilidade pelo resultado.
“Human First” representa a prioridade dada à decisão, à relação e à responsabilidade humanas. Já “AI Always” significa que a inteligência artificial não será tratada como um projeto isolado ou como uma área experimental, mas como uma camada presente nos processos da empresa.
IBM: parceria de sucesso
Uma das relações que ilustra essa transformação é a parceria de 21 anos entre MCM e IBM. Para Mônica, a longevidade da relação é reflexo da capacidade da agência em inovar. “Acredito que esse é o marco histórico para a gente e também para eles, que possuem um fornecedor de confiança que fique tanto tempo na mesma casa”, afirma.
A longa relação profissional inclui projetos premiados na própria Febraban Tech. Na edição deste ano, as equipes da MCM trabalharam durante cinco meses no desenvolvimento e na construção do estande da IBM.
Com 120 metros quadrados, o espaço reuniu 13 parceiros da empresa de tecnologia, assim como abrigou diferentes ativações. A programação incluiu 25 sessões de conteúdo no próprio estande e 13 painéis e palestras de clientes em uma sala dedicada.
Marketing Ambassador para o Brasil da IBM, Thais Cerioni classifica o Febraban Tech como o principal evento de tecnologia da América Latina. Para a executiva, a inteligência artificial não elimina a boa relação profissional entre as equipes. Pelo contrário. “A MCM usa a IA, a gente usa a IA, a gente usa a MCM”, resume, ao descrever a integração entre IBM, MCM e tecnologia na construção do evento.
IA amplifica o trabalho humano
Jornalista de formação, Thais afirma que inicialmente teve certa resistência em adotar a inteligência artificial em suas tarefas diárias. Com o tempo, porém, encontrou formas para alavancar as suas habilidades com o suporte da IA. “É como se fosse um esteroide, só que do bem”, resume.
Para facilitar o entendimento, ela apresenta o Bob, o agente de programação baseado em IA generativa desenvolvido pela IBM, empresa reconhecida mundialmente pelo protagonismo no setor de tecnologia e inovação.
Thais explica que, com ajuda do Bob, conseguiu em apenas duas horas transformar uma ideia em uma ativação real, utilizada durante o Febraban Tech. Como não possui conhecimento técnico de programação, ela afirma que anteriormente dependeria de um profissional especializado para executar essa tarefa.
O exemplo apresentado pela executiva ajuda a entender a tese defendida pela MCM: a tecnologia não precisa retirar o humano do processo para aumentar a produtividade. Pode, justamente, ampliar o que ele é capaz de fazer.
“Isso tudo é a inteligência humana aplicada no processo com a inteligência artificial trazendo velocidade, tração”, afirma Mônica. Para ela, a combinação permite reunir o volume de informação disponível no ambiente digital com aquilo que considera essencial na experiência de marca: sensibilidade, emoção e conexão.
Muito mais do que um posicionamento
O lançamento do posicionamento não representa, portanto, o início da utilização de IA pela MCM. Segundo Mônica, o anúncio só ocorreu após a implementação gradativa, os testes e a utilização real das soluções nas rotinas da agência.
A executiva também passou a estudar o tema de forma mais intensa, com aulas semanais com um professor do MIT. “Eu entendi que inteligência artificial não era só pra galera de 19, 20 anos, que eu precisava trazer isso para o meu negócio”, conta.
Entre os princípios que orientam o posicionamento estão a revisão humana obrigatória de materiais produzidos com apoio de IA, a transparência com os clientes sobre sua utilização, a proteção de dados e a atenção a direitos de imagem e propriedade intelectual.
O posicionamento também prevê que os ganhos de produtividade proporcionados pela IA sejam reinvestidos em profundidade de trabalho e novas frentes de atuação, em vez de redução da equipe.
Próximos capítulos dessa história
A MCM chega ao seu 30.º ano levando para a operação uma combinação que passa a definir sua próxima fase: experiência humana, capacidade de processamento e análise proporcionada pela inteligência artificial.
A tecnologia está presente em processos que vão do briefing à execução e à mensuração, enquanto a experiência profissional permanece responsável por interpretar contextos, tomar decisões e construir relações. Não se trata de escolher entre experiência e tecnologia, mas de usar uma para potencializar a outra.
É essa lógica que sustenta o “Human First. AI Always” e orienta a MCM: IA como parte permanente da operação, com pessoas no centro das decisões, das relações e das experiências que a agência constrói para seus clientes.