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Blue Studio Express / Finanças

Mercado de trades amadurece e busca caminho para quem almeja atuar com estratégia

Por Estadão Blue Studio Express
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5 de agosto de 2026 | 15h41

Número de investidores pessoas físicas cresceu de forma expressiva nos últimos anos, mas a quantidade de traders ativos caiu; mesa proprietária traz benefícios para quem deseja atuar nessa área

Cresce o interesse por investimentos, enquanto mesas proprietárias apoiam a formação de traders. Foto: Adobe Stock

O mercado financeiro brasileiro vive um paradoxo: nunca houve tanta gente interessada em investir, mas o número de quem opera de fato encolheu. O resultado é um gargalo que a própria bolsa quer reverter. Segundo dados da B3, o Brasil passou de quase 565 mil para 5,6 milhões de investidores pessoas físicas em um período de 10 anos, entre 2016 e 2026. 

Por outro lado, o número de pessoas físicas que negociam derivativos caiu de 469,9 mil, em 2022, para 200,5 mil, em março de 2026, também de acordo com informações da bolsa de valores. Diante do cenário, a própria B3 anunciou, em 2025, a meta de dobrar o número de traders ativos no país.

Mas o que fazer para reverter esse cenário? Para quem acompanha o setor, a explicação não está na falta de interesse, mas na forma como boa parte desses investidores chega ao trade. 

Diretor da LVL Trading, mesa proprietária que atua no Brasil desde 2012, Luiz Felipe Sampaio Dória diz que o brasileiro avançou no universo dos investimentos, mas ainda engatinha quando o assunto é operar. 

Nesse contexto, a falta de resultados reais está conectada com o perfil de muitos que iniciam no mercado sonhando com ganhos significativos, mas sem conhecimento, sem estratégia e com capital insuficiente para sustentar uma curva de aprendizado indispensável para atuar como trader, assim como ocorre em qualquer outra profissão. 

Fatores que limitam os traders 

Parte desse cenário, avalia o executivo, está na origem do público que inicia na profissão. Segundo ele, uma parcela chega ao mercado vinda das apostas esportivas, adotando inicialmente uma postura similar no momento de comprar e vender ativos. “É muito lógico: 50% para acertar ou errar. E tem a opção de cortar cedo. Então você corta sua perda rapidamente e vai apostando“, diz. 

Na visão de Dória, esse comportamento é arriscado, pode gerar perdas significativas e apenas reforça a necessidade de educação profissional para aqueles que realmente buscam consistência no mercado.   

Ainda com relação aos fatores limitantes, existe a barreira financeira. Começar sozinho a atuar como trader com pouco capital dificulta a conquista do aprendizado necessário. Dependendo da forma de atuação, as perdas podem ser rápidas e expressivas. 

Como exemplo, imagine um investidor que inicia em uma corretora com o valor de R$ 500,00. Inexperiente e sem o conhecimento necessário, essa pessoa pode esgotar esse capital em poucos dias ou até mesmo horas de operação. 

Mesa proprietária como caminho

Mas então o que fazer para escapar dessa situação? Será que é possível trabalhar de forma consistente ou isso é para poucos privilegiados? Para acalmar os “aflitos”, Dória afirma que todos podem atuar no mercado e obter resultados como trader. Entretanto, isso não significa “fazer dinheiro fácil e rápido” ou ter a sorte de fazer uma “jogada de mestre”. 

 Assim como qualquer profissão, o conhecimento é a chave do negócio. Outro ponto importante é entender que não existe “fórmula mágica”. Em resumo: destaca-se quem sabe trabalhar. 

É nesse ponto que entra a mesa proprietária, modelo em que o trader opera com capital da empresa e divide os lucros. 

Trazido para o Brasil por Andreu Ubeda em 2012, o modelo inspirado nas mesas americanas ganhou força nos últimos anos como opção para quem busca operar com estrutura, alavancagem e suporte profissional.

Desde então, a LVL formou milhares de traders, muitos deles hoje atuam em gestoras e corretoras,um sinal de que o modelo, além de formar operadores, alimenta o próprio mercado.

O processo de entrada é escalonado. O candidato começa em uma fase de avaliação, sem risco de perda real. Ao atingir determinadas metas, avança para um simulador remunerado, no qual recebe parte do lucro mensal. Só depois de aprovado por um gestor é orientado para atuar no mercado real.

A proposta é dar ao iniciante aquilo que ele dificilmente teria sozinho: tempo de tela e alavancagem. “Com R$350 no plano de avaliação, o trader opera com até R$ 1.200 alavancados”, exemplifica Dória. 

Para o diretor, o principal diferencial em relação à operação solo é o fator emocional. “Você não está queimando o seu dinheiro. Está ali mais tranquilo, sabe o quanto pode perder“, afirma. A mesa também oferece uma comunidade de traders, um ambiente onde é possível manter contato com outros profissionais mais experientes, o que facilita reduzir decisões impulsivas e prejuízos desnecessários.

Cuidados necessários

Apesar das vantagens, a decisão de migrar para uma mesa proprietária exige cautela na escolha. Dória recomenda desconfiar de promessas de riqueza rápida e de ações que visam ao lucro significativo sem esforço ou conhecimento. “O robô é uma ferramenta, não um substituto para o estudo e a prática”, afirma. Segundo ele, mesmo robôs usados por grandes instituições exigem monitoramento constante e ajustes humanos.

O executivo também orienta avaliar o modelo de negócio da mesa: se ela opera de fato no mercado real ou apenas em simulador; como divide os lucros e qual é a estrutura de suporte. 

Antes de tudo, porém, está a formação. “Leia, entenda de economia e política. Não é ver números, é ter uma visão macro”, afirma Dória. Na avaliação especialista, o controle emocional é o que separa quem persiste de quem quebra. “A oscilação entre euforia e medo é o que mais derruba o iniciante”, diz.

Trader como profissão

Para o diretor da LVL Trading, trader é uma profissão como qualquer outra: exige estudo, disciplina e tempo de tela. “Dá para viver disso? Dá. Mas não é o dinheiro fácil que muita gente imagina. É uma profissão, e quem trata como tal, com método e consistência, constrói resultado ao longo do tempo”, destaca. 

Aumentar de forma significativa a quantidade de traders no Brasil, portanto, é um movimento que exige educação, estrutura e paciência. O custo de operar sozinho, nesse sentido, não está apenas no capital. Está na ausência de estrutura, método e orientação. 

Dessa forma, o caminho mais rápido e seguro não está no risco, mas no conhecimento, na estratégia, na estrutura e na equipe, como ocorre com as mesas proprietárias. Para mais informações sobre o assunto, acesse https://www.lvltrading.com.br.

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