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A nova cara do exportador agro: Laura Rauscher conquista espaço em mercado com domínio masculino

Por Estadão Blue Studio Express
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22 de junho de 2026 | 15h54

Aos 24 anos, CEO da Zafra combina tradição com inovação, estratégia e autenticidade, gerando resultados significativos com uma atuação arrojada

Laura Rauscher, CEO da Zafra Export. Foto: Graziela Alcova / Estadão Conteúdo

Laura Rauscher, CEO da Zafra Export. Foto: Graziela Alcova / Estadão Conteúdo

Em um mercado no qual a tradição dita o ritmo e o gênero masculino ainda predomina nas mesas de negociação, Laura Rauscher surge como o ponto de inflexão. À frente da Zafra, a exportadora brasileira acrescentou ao legado familiar a sua assinatura para se destacar no setor, com soluções inovadoras e posicionamentos fundamentados, capazes de alavancar cada vez mais o agronegócio brasileiro no cenário internacional.  

Com apenas 24 anos, a executiva transformou a exportação em uma sofisticada arquitetura de credibilidade e confiança, conquistando o respeito de mercados rigorosos, como o Oriente Médio, e provando que a proatividade estratégica é o novo motor do comércio exterior. 

Em uma competição “jogada por gente grande”, ela chama a atenção por não “esquivar-se” dos desafios, mesmo em um ambiente empresarial em que os números e a pressão por eficiência são enormes.  

Só para ter uma ideia, a alta de 2% da agropecuária foi o principal destaque produtivo que contribuiu para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda de acordo com o levantamento, o agro registra alta de 7,5% no acumulado dos últimos quatro trimestres, na comparação com o mesmo período do ano anterior, com Serviços (1,8%) e Indústria (1,3%) logo atrás.   

Trajetória no comércio exterior 

Mas como a CEO da Zafra conquistou o reconhecimento de um setor tão tradicional e competitivo e, principalmente, quais são os ensinamentos que podem ser aproveitados por outros profissionais que buscam por um espaço? Para responder a estas e outras perguntas, torna-se necessário conhecer um pouco sobre a história da executiva.   

A trajetória de Laura Rauscher é um exercício de equilíbrio entre a preservação de valores e a inquietação para descobrir soluções novas para os desafios do mercado. Terceira geração de uma linhagem dedicada ao comércio de commodities, ela absorveu a sabedoria de seu pai, Edgard Rauscher Filho, cuja experiência é o alicerce de credibilidade da Zafra.  

Apesar da tradição familiar, a opção pelo comércio exterior não foi tão natural. Na adolescência, ela decidiu concluir seus estudos nos Estados Unidos. Após quatro anos em território norte-americano, ela foi incentivada pelo pai a encontrar a família em Dubai, onde participariam da Gulfood. Laura viajou como turista, mas foi conquistada pelo comércio exterior durante o evento internacional.      

No local, Laura percebeu que o Brasil, apesar de ser uma potência produtiva, carecia de exportadores que atuassem como parceiros estratégicos de seus clientes. A semente foi plantada durante o evento e, ao florescer, nasceu a estratégia de Laura, criando a Zafra como uma “solucionadora de ponta a ponta”, em que a venda da mercadoria é apenas o capítulo final de um complexo processo de inteligência e relacionamento. 

A conquista da credibilidade 

Apesar da credibilidade construída pela família no mercado, Laura enfrentou o desafio de converter juventude e autenticidade em ativos de negociação. Em um setor no qual o “fio do bigode” e a senioridade surgem como barreiras para novos entrantes, ela se posicionou por meio de uma competência técnica inquestionável.  

Como mulher e jovem liderança, Laura não buscou se adaptar aos moldes antigos, mas sim elevar o padrão de entrega, transformando a Zafra em uma referência de execução. 

Essa atitude foi colocada à prova no mercado do Oriente Médio. Em culturas que valorizam profundamente as tradições e o contato pessoal, a executiva conquistou o respeito de grandes empresas ao demonstrar conhecimento, domínio técnico, respeito às tradições, estrutura e, claro, competência para atuar como uma parceira comercial.   

Com os resultados, Laura consolidou uma carteira sólida de clientes, identificando novas oportunidades e, consequentemente, expandindo sua área de atuação.  

Nessa trajetória, ela aprendeu que exportar exige muito mais estratégia do que muitos empresários imaginam. Por isso, ao invés de seguir o modelo tradicional e esperar os pedidos, Laura colocou em prática uma abordagem mais proativa.   

Na Zafra, a equipe promove um monitoramento em tempo real do mercado para identificar tendências e variações e, claro, antecipar oportunidades de negócios para os clientes.   

Estratégia e novos mercados 

Essa visão estratégica é o que permite à empresa diversificar seu portfólio com segurança. Além do café, a Zafra hoje é protagonista na exportação de outras commodities, como pimenta-do-reino, gergelim, arroz, feijão e açúcar, atendendo a mais de 15 países.  

A diversificação não é apenas comercial, é uma blindagem logística e financeira. “O risco na exportação é altíssimo. Você lida com instabilidades que podem destruir margens em horas. Por isso, a inteligência de dados e a antecipação são nossas maiores defesas“, pontua. 

A proatividade de Laura agora mira a expansão para outros mercados, como os da Europa e dos Estados Unidos. Atualmente, ela articula a filiação da Zafra com uma entidade norte-americana com grande representatividade. O objetivo é claro: superar determinadas barreiras de entrada com a aprovação e chancela de entidades respeitadas.  

Em um mercado no qual a segurança alimentar é prioridade absoluta, o reconhecimento serve como um aval de que a Zafra entrega produtos com padrão de qualidade elevado e em conformidade. 

Protagonismo feminino na exportação agro 

A ascensão de Laura Rauscher também sinaliza uma mudança estrutural no perfil de liderança no setor de exportação do agronegócio brasileiro. Ao ocupar espaços antes restritos, ela abre caminho para uma gestão mais empática, porém extremamente firme em seus princípios éticos.  

Segundo a CEO da Zafra, a integridade é o ativo mais valioso de uma exportadora. “No mercado internacional, seu nome representa seu maior contrato“, afirma. Essa conduta resiliente é o que permite a Laura navegar com segurança mesmo quando o cenário externo se mostra adverso, servindo de exemplo para outros profissionais que lutam para conquistar espaço, independentemente da área de atuação. 

Para a executiva, o futuro pertence aos exportadores que conseguirem unir a escala produtiva do Brasil com a sofisticação de serviços globais. Ao consolidar a Zafra como uma trading moderna, ágil e institucionalmente forte, ela não apenas expande seus negócios, mas redefine o que significa ser uma liderança no agronegócio, comprovando que a nova face do setor é arrojada, estratégica e, acima de tudo, autêntica.  

Quer saber mais? Então siga o perfil de Laura Rauscher no LinkedIn e confira outras informações no site https://zafraexport.com.br 

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