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Blue Studio Express / Educação

Capacitar profissionais para uso da IA eleva competitividade da indústria farmacêutica

Por Estadão Blue Studio Express
Conteúdo de responsabilidade do anunciante
10 de junho de 2026 | 13h00

Gestão estratégica e qualificada da tecnologia surge como diferencial indispensável
para garantir conformidade regulatória e eficiência operacional

Profissional utiliza IA para otimizar processos na indústria farmacêutica

Treinamento em IA fortalece operações farmacêuticas. Fonte: Adobe Stock

Em um momento estratégico para a conquista de mais espaço no mercado global, a indústria farmacêutica brasileira enfrenta um dilema. Apesar de reconhecer os benefícios e a importância da inteligência artificial (IA) para a qualificação e otimização de inúmeros processos, sofre com a escassez de profissionais que consigam aplicar com eficiência e conformidade as inúmeras soluções em um contexto regulatório rigoroso e repleto de particularidades.

Reconhecida pela profundidade técnica e relevância, a Fundação Vanzolini desenvolveu o curso “IA nas Operações Industriais Farmacêuticas” como uma resposta estratégica para capacitar os profissionais para atenderem às necessidades do setor.

Por meio de uma abordagem prática, o participante aprenderá a aplicar corretamente os algoritmos em ambientes GxP, que seguem diretrizes rigorosas para garantir segurança, qualidade e eficácia do produto, protegendo o usuário final.

O aluno conseguirá entender como funciona a Inteligência Artificial e quais riscos fazem parte desta tecnologia, podendo tomar a melhor decisão sobre o que solicitar aos fornecedores, incluindo formas de controle. Além disso, terá a oportunidade de ver casos práticos de uso do universo farmacêutico e utilizar de forma básica ferramentas disponíveis no mercado”, destaca Jozie Azevedo de Souza, professora da Fundação Vanzolini.

Além de entender o conceito de integridade já estabelecido na indústria farmacêutica, a especialista explica que o estudante entenderá o quanto combinações de dados podem guiar para um caminho incorreto, assim como aprenderá como a IA pode auxiliar tanto no entendimento de possíveis falhas na integridade quanto na correta gestão dos processos.

Na modalidade EaD ao vivo, o curso tem duração de três semanas, com carga horária de 18h. O início das aulas está programado para o dia 20 de julho de 2026.

IA e as oportunidades para o setor farmacêutico

A dificuldade de encontrar profissionais altamente qualificados precisa ser superada rapidamente. Caso contrário, as empresas do setor podem desperdiçar uma oportunidade valiosa. Dados do Relatório Completo sobre a Indústria Farmacêutica no Brasil projetam para 2026 um mercado entre US$ 35 bilhões e US$ 42 bilhões.

Favorável e desafiador para as empresas brasileiras, o atual cenário é formado pelo vencimento de patentes fundamentais em conjunto com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que em 2021 decretou o fim da extensão automática de patentes. Além de aumentar a segurança jurídica, essa situação abre espaço para uma atuação mais significativa no segmento de medicamentos de alta complexidade.

Em meio às oportunidades, contar com a ajuda da inteligência artificial pode se tornar um diferencial competitivo valioso. Mas, para isso, sai na frente quem conquista a maturidade digital necessária para causar impactos reais na qualidade, integridade de dados, manutenção, supply chain, produção, entre outras áreas.

A grande discussão que temos hoje é sobre a inteligência artificial e como aplicá-la. A indústria farmacêutica é extremamente regulada, a aplicação da inteligência artificial nos processos é ainda mais complicada“, explica Ricardo Caruso, também professor do curso IA nas Operações Industriais Farmacêuticas, com mais de 20 anos de experiência em implantação de sistemas industriais.

O desafio da conformidade

Dessa forma, o caminho está em conseguir transformar o potencial tecnológico da inteligência artificial em implementação prática de soluções inovadoras em um setor com elevado rigor regulatório. E isso só é possível com a qualificação profissional.

Setor farmacêutico é subordinado a um rigoroso sistema regulatório, com inúmeras normas e determinações nacionais e internacionais, com a regulamentação e fiscalização de órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil, a Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, entre outras.

O rigor elevado também se faz presente na integridade das informações, com o padrão ALCOA+ exigindo dados atribuíveis, legíveis, contemporâneos, originais e precisos. Para coletar e utilizar informações sensíveis de pacientes no treinamento e aprimoramento de modelos de inteligência artificial, os sistemas precisam atuar em conformidade com legislações específicas, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), no Brasil, e a Health Insurance Portability and Accountability Act (HIPAA), nos EUA, atendendo às determinações de cada país.

Benefícios da IA para a indústria farmacêutica

Em um ambiente com tolerância zero com falhas, a complexidade reside na obrigatoriedade de validar algoritmos de acordo com as normas rígidas, mantendo a consistência e a segurança para o desenvolvimento e a produção eficiente de medicamentos.

Para aqueles que utilizam a qualificação profissional como um diferencial, os benefícios de contar com a inteligência artificial estão à disposição, identificando valores reais em pilares estratégicos, como: qualidade e controle de processos, manutenção e confiabilidade, produção e eficiência operacional e supply chain farmacêutico. Mas como isso funciona na prática?

Diariamente, o setor farmacêutico atua com um volume significativo de dados. Diferentemente dos processos manuais limitados, os algoritmos preditivos e de processamento de linguagem natural são reconhecidos pelo seu grande potencial para a análise qualificada e automática das informações.

Como exemplo de aplicação prática, Jozie ressalta que inúmeras verificações são realizadas rotineiramente pelo setor de qualidade das indústrias farmacêuticas, que utiliza regras predefinidas e estruturadas. “A IA consegue analisar estas regras e informar se foram atendidas ou não, auxiliando na tomada de decisão e mitigando possíveis riscos de falha humana“, explica.

Mesmo em tarefas mais complexas e estratégicas, a tecnologia atua como uma ferramenta indispensável. “Para o caso onde a decisão está baseada na experiência do tomador de decisão, a IA consegue equalizar ao máximo os dados, mitigando o risco de uma possível decisão incorreta devido à falta de experiência ou de informação“, destaca Jozie.

Mas para a indústria farmacêutica colher os “bons frutos” com a ajuda da inteligência artificial, o fator humano faz toda a diferença. Afinal, modelos de IA alimentados com dados enviesados possuem regras distorcidas, assim como comprometem a conformidade. Para escapar dessa armadilha, torna-se necessário compreender com profundidade a dinâmica e as particularidades do setor.

Certamente, a transição para uma indústria farmacêutica inteligente e em conformidade não depende apenas do investimento em sistemas avançados. Sem o suporte de profissionais qualificados, qualquer projeto corre o risco de falhar na fase de validação. Portanto, tudo começa com a capacitação dos profissionais que irão parametrizar, validar e operar as novas tecnologias.

Acesse a página do curso “IA nas Operações Industriais Farmacêuticas” para mais informações e aproveite para conhecer o trabalho de excelência desenvolvido pela Fundação Vanzolini, organização sem fins lucrativos criada por professores do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

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