Trajetória da brasileira Selbetti ilustra como a flexibilidade e o poder estratégico
de identificar oportunidades são diferenciais indispensáveis para os negócios

Selbetti destaca adaptação na era da inteligência artificial. Foto: Adobe Stock
Com um elevado poder transformador, a inteligência artificial (IA) virou a “menina dos olhos” das empresas, assumindo o protagonismo da economia digital em todo o mundo. A possibilidade real de otimizar processos, reduzir custos e garantir vantagem competitiva, porém, exige cuidado para não desviar o olhar do gestor para um ponto importante. Enquanto a inovação está cada vez mais acessível, o verdadeiro divisor de águas não é agora a capacidade de aquisição técnica, mas a agilidade de adaptação organizacional.
Dados de uma pesquisa recente da KPMG demonstram que 86% dos profissionais entrevistados no Brasil sinalizaram a utilização de inteligência artificial em suas empresas.
Apesar disso, muitas companhias ainda enfrentam dificuldades em obter resultados reais com a solução. Boa parte dessa “frustração” está relacionada com a visão distorcida do atual cenário, no qual muitos ainda imaginam que “sair na frente da concorrência” é sinônimo de adquirir a qualquer custo toda novidade que surge no mercado.
Assim como acontece com o avanço tecnológico, as empresas precisam possuir uma capacidade elevada de se adaptar, utilizando uma atuação estratégica e bem orquestrada para se reinventar a cada instante, evoluindo no “campo de batalha” corporativo de forma estruturada.
Mas será mesmo que é possível adotar essa postura e, mesmo assim, garantir um crescimento sustentável na era da inteligência artificial? Quando corretamente colocada em prática, essa estratégia gera “bons frutos”. Duvida? Como exemplo, vale a pena conhecer a história de quase meio século da Selbetti.
O poder de adaptação
Ainda hoje, o mundo corporativo é pautado pela corrida digital. Nos últimos anos, gestores anunciavam a implementação de um sistema de Gestão de Recursos Empresariais (ERP) como uma “conquista de batalha”. O mesmo aconteceu com os primeiros a migrarem para a nuvem. Com a inteligência artificial não foi diferente.
Pior: com novidades anunciadas a cada instante, muitos se perdem nessa disputa pelo “pioneirismo cego”. Muito mais do que implementar soluções “inovadoras e revolucionárias”, a história demonstra que a capacidade de se adaptar foi o que realmente fez a diferença.
Utilizando como referência a trajetória da Selbetti, fica evidente que as empresas bem-sucedidas não foram necessariamente as primeiras a comprarem novas soluções, mas aquelas que desenvolveram a capacidade de adaptação em diversos momentos da trajetória.
Na prática, essas empresas souberam reconfigurar seus processos, cultura e modelo de negócio. O que, claro, não significa que ignoraram o progresso. Muito pelo contrário, utilizaram a tecnologia como estratégia para o desenvolvimento e até mesmo para a mudança de rumo de seus negócios.
Na era da IA, em que o ciclo de vida de uma solução tecnológica é cada vez menor, a vantagem competitiva se apresenta na velocidade de entender o cenário, identificando tendência e oportunidades para construir uma nova realidade.
Estudo de caso
Ao completar 49 anos, a história da Selbetti é um bom exemplo para ilustrar esse caso. Fundada em 1977, em Joinville (SC), a companhia iniciou sua jornada em um “mundo analógico”. Na época, máquinas de escrever e calculadoras “reinavam” nos escritórios. Mas um dia esse cenário mudou com a aparição de uma inovação chamada “microcomputador”.
Para muitas empresas, o fim da era da datilografia significou o encerramento das atividades. Para a Selbetti, porém, foi apenas o primeiro grande teste de sua capacidade de redirecionamento.
Desde cedo, a empresa adotou uma cultura voltada para a solução de problemas do cliente, independentemente do suporte físico utilizado. Essa mentalidade permitiu que a companhia atravessasse as décadas de 1980 e 1990 contribuindo para o desenvolvimento estratégico dos parceiros, com a utilização das soluções necessárias para a otimização e, até mesmo, a automação de processos.
Ao entrar nos anos 2000, a empresa percebeu que o valor estava migrando do produto para o serviço. Aqui, a capacidade de adaptação se fez presente mais uma vez. Com a análise das tendências e uma visão estratégica do mercado, a companhia redesenhou a estratégia e, com isso, consolidou sua liderança no outsourcing de impressão e gestão documental.
Diferentemente de outras companhias do setor, em vez de lutar contra a digitalização, a Selbetti abraçou o conceito de “menos papel e mais eficiência”, transformando o que poderia ser uma ameaça ao seu negócio em uma nova oportunidade para crescer.
Consolidação como one-stop-tech
Quando a situação demonstrava uma falsa sensação de calmaria, o “mar da inovação” voltou a ficar agitado com a inteligência artificial “assombrando” muitas empresas, também, da área tecnológica.
As “ondas” geradas por essa nova situação afundaram alguns “barbos corporativos”. Já outros tentaram “surfar”, investindo rapidamente em cada nova plataforma lançada, mas ficaram pelo caminho. A diferença mais uma vez se fez presente na vida das companhias que utilizaram a inovação como um meio e não como um fim.
Prova disso é que a Selbetti acelerou nos últimos anos seu processo de transformação, criando o que hoje define como “one-stop-tech”, uma integradora brasileira capaz de oferecer um ecossistema completo de soluções end-to-end.
Atualmente, a companhia opera em frentes que incluem gestão de ativos, automação de dados, transformação de processos e infraestrutura tecnológica. A estratégia de crescimento, impulsionada por dezenas de aquisições estratégicas, permitiu ao grupo incorporar rapidamente novas competências sem perder sua identidade central de facilitadora de negócios.
Essa mudança de posicionamento reflete a compreensão de que, em um mercado saturado de fornecedores de nicho, a simplicidade de ter um único parceiro tecnológico capaz de conectar diferentes frentes é um valor escasso e muito desejado.
Para o mundo corporativo, a trajetória da Selbetti permite fazer a seguinte reflexão: a tecnologia continuará mudando o mundo, provavelmente, com uma velocidade cada vez maior.
A inteligência artificial tão desejada hoje pode se transformar na ferramenta básica de amanhã, assim como aconteceu com a máquina de escrever e inúmeras outras soluções. Para tanto, muito mais do que simplesmente comprar equipamentos, o segredo está na capacidade de adaptação, identificando oportunidades e evoluindo o modelo de negócio a todo o instante. Para conhecer mais sobre a empresa, acesse https://selbetti.com.br.