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IA agêntica acelera operação de eventos e amplia entrega criativa

Por Estadão Blue Studio Express
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15 de setembro de 2026 | 17h52

Marcas passam a cobrar das agências velocidade, inovação e transparência
nas ações em tempo real; inteligência artificial surge como resposta

Monica Schimenes, CEO da MCM Brand Experience. Foto: Divulgação

A expansão registrada pelo mercado brasileiro de eventos causou reflexos nas necessidades das marcas que investem em experiências presenciais. Consequentemente, essa mudança exigiu das agências velocidade, inovação e prova de resultados em tempo real. Nesse cenário, a inteligência artificial agêntica, que automatiza etapas inteiras de produção com supervisão humana, desponta como um diferencial competitivo importante. 

Alguns números facilitam entender essa transformação. De acordo com a plataforma DataEventos, o número de propostas no segmento cresceu 38,31% em 2025, com alta de quase 20% na quantidade de eventos corporativos realizados, na comparação com 2024. Apesar disso, a plataforma identificou uma competitividade mais acirrada no setor, com a taxa de conversão média caindo de 66,22% para 57,45%.

O avanço da IA nos negócios acompanha esse movimento. Levantamento do MIT Technology Review Brasil mostra que a produtividade é o principal objetivo de 90% das empresas brasileiras que adotaram inteligência artificial generativa. O estudo indica ainda que 41% das companhias relatam reflexos positivos no atendimento ao cliente.

Esse cenário pressiona as empresas que atuam no segmento. Com prazos mais curtos e orçamentos disputados, as agências precisam entregar mais, em menos tempo, comprovando em cada passo o que está sendo feito com o investimento do cliente. É nesse ponto que a inteligência artificial entra como diferencial operacional, não para substituir o trabalho humano, mas para ampliar velocidade, qualidade e transparência nas ações.

Agentes de IA reorganizam a produção de eventos

É na rotina de produção que a inteligência artificial agêntica ganha forma. Ao assumir tarefas mecânicas e repetitivas, como a triagem de informações, a consolidação de relatórios e o acompanhamento de cronogramas, os agentes liberam a equipe para tarefas que exigem mais das qualidades humanas, como conceito criativo, curadoria de ideias e relacionamento com o cliente. 

Essa reorganização do fluxo de trabalho já é realidade para algumas agências do setor. Um exemplo de aplicação prática vem da MCM Brand Experience, agência de brand experience com 29 anos de atuação.

Gerente-geral da companhia, Andreza Santana relata o salto de produtividade apresentado com o suporte da inteligência artificial na rotina da agência. “Enquanto antes eu levava uma semana para entregar um conceito criativo, hoje eu consigo, com os mesmos recursos, entregar três conceitos criativos”, afirma. Segundo ela, a IA já era usada por 80% dos prestadores da agência, mas o ganho veio quando a tecnologia se tornou agêntica, automatizada e integrada aos processos. “A curadoria é humana, a pesquisa é robótica”, resume.

O efeito aparece também na gestão de risco. Com os relatórios em tempo real, a equipe identifica possíveis problemas, o que permite evitá-los ou, pelo menos, resolvê-los rapidamente. “Antes de o cliente saber pelo rádio o que aconteceu, o time MCM já sabe e já tomou a providência”, diz Andreza.

No dia a dia, cada profissional da agência conta com um agente chamado Gabinete Executivo. Ao abrir a ferramenta pela manhã, a solução lê e-mails, planners e projetos em andamento, sinalizando riscos iminentes. “Consigo mapear absolutamente todos os problemas da agência inteira no primeiro minuto do dia”, explica.

Inovação como característica

Os ganhos identificados na rotina da agência, porém, não são frutos apenas da utilização de uma ferramenta. Eles dependem da qualidade do que alimenta cada agente, com a consistência das informações que sustentam a análise e a gestão dos dados.

CEO da MCM Brand Experience, Mônica Schimenes atribui o diferencial conquistado pela empresa à memória acumulada. Ao assumir o posicionamento “Human First. AI Always”, a agência transformou 29 anos de acervo em um banco de dados qualificado conectado aos agentes de IA proprietários. 

Mônica Schimenes destaca inovação com IA no evento Febraban Tech. Foto: Divulgação

Entre os diferenciais, hoje o briefing já nasce vinculado à solução que qualifica a proposta, permitindo ainda que o cliente acompanhe em tempo real o que foi montado, o que falta e a utilização da verba dedicada ao projeto.

O pioneirismo no uso da inovação é uma marca da MCM desde a fundação. Mônica explica que esse caminho exigiu aprendizado, dedicação e ousadia. Durante o processo, a executiva diz ter se tornado usuária intensiva de inteligência artificial, participando até mesmo de aulas particulares semanais com um professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Apesar dos benefícios promovidos pela tecnologia, Mônica tem uma visão clara sobre a importância do profissional nesse novo cenário. “A gente precisa do humano para continuar se destacando, trazendo emoção, trazendo sensibilidade”, afirma. 

Com essa conexão entre humano e máquina, a inteligência artificial agêntica otimiza e qualifica os eventos presenciais, com hiperpersonalização das experiências e o valor de estar com pessoas. 

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