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Blue Studio Express / Tecnologia

Uso inteligente do capital humano: colaboração e impacto real com IA

Por Estadão Blue Studio Express
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2 de setembro de 2026 | 10h53

Inteligência artificial passa a atuar conectada aos fluxos de trabalho, sob supervisão e direcionamento de profissionais

Inteligência artificial integrada à engenharia de software em modelo desenvolvido pela Zup e Itaú Unibanco. Imagem: Adobe Stock

Após um ciclo marcado por grandes orçamentos e liberdade para experimentar diferentes caminhos com a inteligência artificial (IA) generativa, lideranças de tecnologia se deparam com demandas cada vez mais rígidas por governança e resultados tangíveis. Hoje, o entrave das organizações não está na tecnologia, mas na aplicação de ferramentas de IA que possuem fundações e modelos operacionais antigos.

Em meio a esse dilema, surge uma nova estrutura na arquitetura organizacional de TI, com a inovação integrada aos processos liderados e supervisionados por equipes de engenharia de software. Portanto, ao invés de ter a ferramenta “plugada” aos sistemas, como uma peça removível, a inteligência artificia funciona como aliada do trabalho humano.


Nessa nova dinâmica, a tecnologia funciona como multiplicadora de capacidade sob o comando do profissional, permitindo que os mesmos grupos orquestrem múltiplos fluxos de valor com total autonomia e governança.

 

“Esse novo modelo de trabalho, focado na excelência humana, traz o protagonismo das pessoas para o dia a dia, colocando-as como pilotos estratégicos de ecossistemas autônomos”, destaca Marcos Bonas, vice-presidente de Engenharia, Arquitetura e Vendas da Zup.

Para responder a esse desafio estrutural, a empresa de tecnologia do Grupo Itaú Unibanco desenvolveu um modelo de trabalho sustentável e replicável. A abordagem muda o foco da IA como ferramenta isolada para integrá-la diretamente nos times, em um movimento de colaboração no qual o agente amplia o julgamento e a autoridade humana.

Essa evolução acontece em duas etapas. Conhecida como squads híbridas, a primeira fase combina a execução humana com a inteligência artificial. Aqui, pessoas lideram e supervisionam diretamente os agentes semi-autônomos integrados aos fluxos de trabalho, aumentando a produtividade e o impacto das entregas. Por sua vez, agentes de IA semi-autônomos colaboram em fluxos integrados, aumentando a produtividade e o impacto das entregas.

Já na segunda etapa, conhecida como squads agênticas, profissionais altamente capacitados orquestram múltiplos agentes de IA especializados, que atuam de forma autônoma em diferentes etapas do ciclo de desenvolvimento. Tudo isso baseado em um profundo conhecimento da fundação da IA generativa somado à cultura de consumo consciente de tokens de inteligência artificial.

Zup habilita times para gerar valor com IA

Para proteger o orçamento dos clientes e garantir que cada ciclo de desenvolvimento gere valor mensurável, a Zup estabelece uma atuação rigorosa de implementação do novo modelo de trabalho em quatro etapas:

  •       Cultura & alinhamento: alinhamento estratégico e comprometimento com ROI e governança desde a concepção do projeto.

  •       Habilitação & ferramentas: homologação de agentes de IA em ambientes seguros para prevenir custos ocultos e estouros orçamentários.

  •       Pilotos & experimentação: teste de uso em squads pioneiras focado na validação de métricas de valor real antes da expansão.

  •       Escala & controle: acompanhamento contínuo da operação, análise de métricas de eficiência e expansão governada para novas equipes.

“Cada uma dessas etapas existe para eliminar o improviso. Não colocamos um agente de IA em produção sem antes provar, com métricas, que ele gera valor real. Isso é o que protege o orçamento do cliente e a confiança do time”, diz Bonas.

Ganhos em velocidade e na mitigação de riscos

A parceria entre Itaú Unibanco e Zup combina expertise de engenharia e ambiente tecnológico do banco para a evolução conjunta dos modelos de trabalho. A integração da capacidade analítica humana com agentes de IA especializados em diferentes etapas do desenvolvimento de software já gerou resultados nos times que adotam essa abordagem.

Entre os destaques está a redução drástica no Lead Time, com lançamentos até três vezes mais rápidos. Outro diferencial relevante está na mitigação de riscos, onde nenhuma falha em produção foi registrada nos casos contemplados pelo modelo.

Para os clientes Itaú Unibanco, esses ganhos permitem que soluções inovadoras e melhorias na jornada cheguem mais rápido, acelerando a evolução de novos produtos e serviços, por exemplo. 

“Ao reduzir carga cognitiva em determinadas etapas do trabalho, abrimos espaço para que nossos times se dediquem cada vez mais em atividades estratégicas e conectadas à necessidade do negócio e cliente, com mais espaço para a criação de valor e inovação”, afirma Fernando Castro, diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco. 

A liderança do futuro

Resultados reais exigem ações integradas. Não basta adotar a tecnologia, é necessário valorizar o capital humano, o modelo de governança e a cultura de resultados. 

O caso da Zup com o Itaú Unibanco ilustra bem essa nova realidade. Quando a inteligência artificial é aplicada por meio de uma metodologia madura e orquestrada, as companhias alcançam a eficiência desejada, assim como redefinem a velocidade e a segurança com que respondem aos movimentos do mercado.

“O futuro da engenharia de software tocará a maturidade com que as empresas integram pessoas e IA em um único fluxo de decisão. Mais do que debater sobre volume, o diferencial é a capacidade de orquestrar essa união para gerar transformação real no negócio”, conclui Bonas.

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