Em um cenário em transformação e repleto de desafios, a atuação genérica perde cada vez mais espaço para abordagens dinâmicas e personalizadas.

Novas estratégias de cobrança ganham espaço diante da alta inadimplência no Brasil. Foto: Adobe Stock
A preocupação com a inadimplência no Brasil em 2026 trouxe à tona as limitações dos modelos tradicionais de cobrança. Hoje, métodos apoiados em ligações excessivas, roteiros padronizados e disparos massivos de mensagens conflitam com a mudança no comportamento tanto das pessoas físicas quanto jurídicas. Portanto, o atual cenário ressalta a urgência em adotar uma estratégia diferenciada para a recuperação de crédito.
Mesmo com a taxa de desemprego de 5,1% registrada no quarto trimestre de 2025, atingindo um novo piso na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), outros indicadores justificam a preocupação.
No final de 2025, o endividamento das famílias brasileiras com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) chegou a 49,7%, com o comprometimento de renda atingindo 29,2%, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC). Em janeiro, a inadimplência da carteira de crédito total ficou em 4,2%, ainda conforme relatório do BC.
Por sua vez, a inadimplência das pessoas jurídicas bateu um novo recorde ao afetar 8,9 milhões de empresas em novembro de 2025, com mais de R$ 210 bilhões em dívidas, de acordo com levantamento da Serasa Experian. Além disso, balanço do Cartórios de Protesto do Brasil apurou alta de 22% na quantidade de registros em cartórios de dívidas judiciais em 2025.
Em complemento ao momento desafiador retratado pelos números, surgem a maior digitalização e a saturação de determinados canais de comunicação, o que limita o contato. Resumindo: em uma fase com a alta da quantidade de inadimplentes, reduziu significativamente o retorno de modelos tradicionais de cobrança configurados para operar por volume.
Mas, então, qual caminho seguir? No setor de recuperação de crédito, a atuação genérica perde espaço para abordagens dinâmicas e customizadas, que combinam tecnologia e inovação com uma metodologia de negociação que utiliza uma linguagem apropriada e transparente, com taxas de recuperação de crédito acima de 90%.
Saturação de call centers e queda de resposta
Antes de conhecer os diferenciais de uma abordagem estratégica para a recuperação de crédito, é necessário primeiro entender os motivos que fizeram os modelos tradicionais pararem de funcionar, comprometendo a inadimplência no Brasil em 2026.
Por décadas, o elevado volume de contatos se tornou um mantra para o mercado de cobranças. A lógica era: quanto mais tentativas, maiores as chances de conseguir uma negociação.
Esse pensamento equivocado levou ao investimento em plataformas de automação para aumentar a capacidade de discagem, assim como o envio excessivo de mensagens e e-mails. Com um script padronizado e genérico, esse modelo busca a negociação por meio do stress causado em cobranças recorrentes. Como diz o ditado popular, o objetivo é “vencer pelo cansaço”.
Mas, assim como permitiu o aumento no volume de ligações e mensagens, a tecnologia também gerou benefícios para o destinatário, com barreiras para restringir o excesso de notificações de aplicativos, bancos, varejistas, operadoras e prestadores de serviço.
Para operadores do setor, o efeito prático da saturação de call centers é a elevada quantidade de tentativas em conflito com o menor retorno, com parte dos inadimplentes simplesmente ignorando chamadas desconhecidas ou bloqueando números.
No ambiente corporativo, camadas de atendimento, filtros de e-mail e rotinas internas dificultam ainda o acesso ao responsável financeiro por meio de abordagens tradicionais, demonstrando mais uma vez a redução da efetividade de ações massivas sem contextualização ou estratégia.
Mudança no perfil do devedor e multiplicidade de causas
A análise da inadimplência no Brasil em 2026 também tem como ingrediente a mudança no perfil do devedor. Com a taxa de juros elevada, o acesso ao crédito se torna mais restrito e seletivo. Por outro lado, o custo de vida também foi impactado, exigindo cada vez mais do orçamento.
No caso das famílias, alguns fatores podem justificar a inadimplência, como a priorização de despesas essenciais e a reorganização de dívidas, assim como o excesso de gastos e de contas parceladas.
Esse comportamento reflete diretamente nas empresas, que sofrem com a restrição de caixa, dificuldade de crédito, ciclos de recebimento mais prolongados, divergências comerciais, entre outros fatores.
Com os múltiplos fatores responsáveis pela inadimplência, adotar uma abordagem padrão em situações diferentes limita ainda mais as chances de um possível acordo. Por isso, é indispensável mudar o foco da insistência para a precisão, adotando uma estratégia customizável, qualificada e amigável para a resolução de conflitos.
Dados, inteligência e abordagem consultiva
Mas, na prática, como funciona o modelo conciliador estratégico? Em linhas gerais, esse formato é estruturado em três pontos: dados, inteligência e abordagem consultiva.
Muito mais do que possuir uma grande base de informações, o valor está na qualidade e na análise, atuando sempre em conformidade com as legislações de proteção dos dados.
O segundo ponto é a inteligência. Com o suporte da inovação, torna-se mais fácil otimizar e direcionar os esforços dos profissionais, contribuindo ainda para costurar o melhor acordo para a recuperação do crédito em cada um dos casos apresentados.
Por fim, a abordagem consultiva traz uma linguagem mais objetiva e compatível com os diferentes perfis, o que reduz atritos no diálogo e, consequentemente, aumenta a taxa de resolução de conflitos.
Com essa mudança estratégica no modelo de cobrança, os resultados são expressivos, mesmo em um cenário desafiador como o atual. Empresa do segmento de recuperação de crédito, a Rovea, por exemplo, apresenta taxas de recuperação de crédito acima de 92%. Muito mais do que experiência, a empresa desenvolveu uma estratégia bem elaborada, trabalhando com inovação, dados e uma linguagem apropriada para cada situação.
Em um ano eleitoral, com incertezas e dificuldades já apresentadas, a inadimplência certamente seguirá como desafio para as companhias. Quem conseguir colocar em prática uma solução eficaz contará com um grande diferencial para se destacar em um mercado cada vez mais competitivo.
Para saber mais sobre o assunto, acesse o site da Rovea.
